Conto do dinamarquês Hans Christian Andersen, publicado em Copenhague em 7 de abril de 1837 pelo editor C. A. Reitzel, no terceiro caderno dos Contos de fadas contados para crianças, ao lado de “A Pequena Sereia”. Dois vigaristas oferecem a um imperador vaidoso roupas magníficas que seriam invisíveis para quem é incompetente ou tolo.
Andersen partiu de uma história do Libro de los ejemplos, também chamado El Conde Lucanor (1335), de Juan Manuel, que conheceu em tradução alemã. Na fonte, os tecelões enganam um rei com roupas invisíveis para quem não fosse filho de seu suposto pai. Andersen deslocou o foco da paternidade duvidosa para o orgulho da corte e a vaidade intelectual.
O manuscrito já estava na gráfica quando o autor mudou o clímax: em vez de os súditos admirarem as roupas invisíveis, o conto passou a culminar no grito de uma criança. A expressão virou idiomática, e a história é usada para ilustrar a chamada ignorância pluralística, em que ninguém acredita, mas cada um supõe que os outros acreditam.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores. Contém spoilers.