Entre 1999 e 2005, o ciclista norte-americano Lance Armstrong venceu o Tour de France sete vezes seguidas, um feito sem precedentes na competição. As suspeitas de doping o acompanharam desde a primeira vitória, mas ele negou sistematicamente por mais de uma década, chegando a se apresentar como “o atleta mais testado do mundo”.
Em junho de 2012, a Agência Antidoping dos Estados Unidos (Usada) formalizou acusações contra ele, com base em amostras de sangue de 2009 e 2010 e depoimentos de ex-companheiros de equipe. A agência descreveu o esquema como “o programa de doping mais sofisticado, profissionalizado e bem-sucedido que o esporte já viu”, envolvendo EPO, testosterona, hormônio do crescimento, cortisona e transfusões de sangue.
Em outubro de 2012, Armstrong recebeu banimento vitalício do esporte e perdeu todos os títulos conquistados desde agosto de 1998. Em janeiro de 2013, admitiu o doping numa entrevista a Oprah Winfrey, embora tenha afirmado, de forma contestada, ter parado em 2005. Perdeu patrocínios avaliados em dezenas de milhões de dólares e, em 2018, pagou US$ 5 milhões ao governo americano num acordo civil.
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