Cosmos da Filosofia
Palco de ópera vazio com cortina vermelha entreaberta e um piano de cauda sob um único foco de luz

Queen · 1975

Bohemian Rhapsody

Confissão, julgamento e desamparo — em seis minutos sem refrão.

NiilismoMoral

Sobre a música

Escrita por Freddie Mercury, foi lançada em 31 de outubro de 1975 como primeiro single de A Night at the Opera. Tem quase seis minutos, nenhum refrão repetido e seções muito diferentes: balada ao piano, trecho operístico, hard rock e um desfecho calmo.

Só a parte operística exigiu cerca de 180 sobreposições de vozes e três semanas de gravação.

Mercury sempre se recusou a explicar o significado, dizendo apenas que tratava de relacionamentos. Críticos a leram como uma confissão, como a história de um crime e da culpa, ou como uma canção de temas existenciais e niilistas. Brian May comentou que Mercury escondeu nela suas inseguranças.

Por que ela é filosófica

Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos artistas.

Uma leitura niilista

O desfecho, em que o narrador parece concluir que nada mais importa, é muitas vezes lido como niilista. Nietzsche descreveu o niilismo como a experiência de que os valores mais altos se desvalorizam — mas não o via como ponto de chegada, e sim como uma crise a ser atravessada, rumo à criação de novos valores.

A letra

A letra não é reproduzida aqui porque é protegida por direitos autorais. Leia na íntegra e ouça a gravação nos links abaixo — depois, volte e compare com as leituras acima.