Cosmos da Filosofia
Uma prateleira cinza simples com poucos objetos retangulares alinhados, sem etiquetas nem marcas, sob luz neutra de estúdio

Dieter Rams · final da década de 1970

Os dez princípios do bom design

Dez regras de um designer alemão para separar bom design de excesso e modismo.

ConhecimentoVirtude

Sobre a obra

Dieter Rams (nascido em 1932, em Wiesbaden, Alemanha) entrou na fabricante de eletrônicos Braun em 1955 e se tornou chefe de design em 1961, cargo que ocupou até se aposentar, aos 65 anos, em 1997. Desde 1959 também projetava móveis para a empresa Vitsœ.

Nos anos 1970, incomodado com o que via como um cenário confuso de objetos malfeitos ao seu redor, Rams se perguntou: "meu design é um bom design?". Dessa pergunta nasceram dez teses sobre o que torna um design bom, cobrindo de inovação e utilidade a honestidade, durabilidade e cuidado com os detalhes.

A última tese resume as outras nove: "bom design é o mínimo possível de design" — menos, porém melhor. Rams também defendia que projetar produtos para ficarem obsoletos rápido é um erro, quase um crime contra o consumidor e o ambiente.

Onde está a filosofia

Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.

Sócrates e a pergunta que organiza tudo

Rams não partiu de uma teoria pronta, mas de uma pergunta que repetia diante de cada objeto: "isto é um bom design?". É um método socrático aplicado ao design industrial — Sócrates também não oferecia respostas prontas, mas perguntas que obrigavam o interlocutor a examinar o que até então aceitava sem pensar. As dez teses de Rams são o resultado de examinar, um a um, os critérios implícitos nessa pergunta simples até torná-los explícitos.