Cosmos da Filosofia
Vidraça translúcida curva vista de baixo contra o céu claro, com luz difusa entrando por um vão aberto

Oscar Niemeyer (arquiteto), com engenharia estrutural de Joaquim Cardozo · 1958–1970

Catedral de Brasília

Uma catedral circular de vidro e concreto, com colunas que se erguem como mãos voltadas para o céu.

ExistênciaConhecimento

Sobre a obra

Projetada por Oscar Niemeyer, com cálculo estrutural de Joaquim Cardozo, a Catedral de Brasília teve sua pedra fundamental lançada em 12 de setembro de 1958, mas só foi concluída e dedicada em 31 de maio de 1970. É a sede da Arquidiocese de Brasília e um dos edifícios mais conhecidos da capital planejada do Brasil.

A estrutura é formada por 16 colunas hiperboloides de concreto, de cerca de 90 toneladas cada, que se afinam ao subir e se abrem em forma de coroa, com 70 metros de diâmetro visível e 42 metros de altura. As colunas são descritas como duas mãos erguidas em direção ao céu. O telhado combina painéis translúcidos com vitrais suspensos, feitos pela artista Marianne Peretti em 1990.

O interior comporta cerca de 4 mil pessoas e recebe hoje cerca de um milhão de visitantes por ano. A catedral também abriga esculturas suspensas de anjos, estátuas em bronze dos evangelistas e painéis de azulejo do artista Athos Bulcão. Foi tombada como monumento histórico e artístico nacional em 1990.

Onde está a filosofia

Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.

Uma forma que aponta para cima

As colunas hiperboloides erguidas como mãos em direção ao céu materializam, em concreto, um gesto de súplica ou de oferta — um dos mais antigos da experiência religiosa humana, presente em tradições que veem no alto o lugar do sagrado ou do transcendente. Diferente das catedrais góticas, que sobem em torres pontudas e sólidas, aqui a verticalidade é feita de curvas abertas, como se o próprio edifício estivesse em movimento, e não apenas parado, apontando.