Projetado pelo arquiteto americano Peter Eisenman com a engenharia da Buro Happold, o memorial foi construído entre abril de 2003 e dezembro de 2004 e inaugurado em 10 de maio de 2005, sessenta anos após o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa. Ocupa 1,9 hectare no distrito de Mitte, em Berlim, perto do Portão de Brandemburgo.
O terreno é coberto por 2.711 blocos retangulares de concreto, dispostos em grade sobre um chão ondulado, com alturas que variam de 0,2 a 4,7 metros. Caminhar entre eles produz um efeito de desorientação, com corredores estreitos e o chão que sobe e desce sob os pés. Eisenman declarou que buscava produzir uma atmosfera inquieta e confusa, sem atribuir aos blocos um significado simbólico fixo.
Sob o memorial, um centro de informação subterrâneo reúne cerca de três milhões de nomes de vítimas judias do Holocausto, do memorial israelense Yad Vashem, organizados em salas sobre famílias e histórias pessoais. A forma abstrata gerou controvérsia: críticos veem na ausência de referências a vítimas e algozes uma margem para interpretações vagas. O concreto recebeu reforço estrutural desde 2012, e o local já enfrentou vandalismo e usos desrespeitosos, como fotos entre os blocos.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.