Construído entre 447 e 432 a.C. na Acrópole de Atenas, por iniciativa do estadista Péricles, o Partenon foi projetado pelos arquitetos Iktinos e Calícrates, com o programa escultórico supervisionado pelo escultor Fídias. Erguido em mármore pentélico, é um templo dórico de planta retangular com elementos jônicos no interior.
Dedicado à deusa Atena, foi construído como agradecimento pela vitória grega nas Guerras Greco-Pérsicas e também funcionou como tesouro da Liga de Delos. Abrigava a estátua crisoelefantina (de ouro e marfim) de Atena Partenos, obra de Fídias com cerca de 12 metros de altura. Ao longo dos séculos, o templo tornou-se igreja cristã dedicada à Virgem Maria e, sob domínio otomano, mesquita.
Em 1687, durante a Guerra de Moreia, uma explosão de munição veneziana armazenada no edifício pelos otomanos causou danos graves à estrutura. Entre 1801 e 1812, o diplomata britânico Thomas Bruce, conde de Elgin, então embaixador no Império Otomano, removeu parte das esculturas sobreviventes, hoje no Museu Britânico. Desde 1975, o monumento passa por grandes projetos de restauração e é hoje um símbolo da Grécia antiga, da civilização ocidental e da democracia.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.