O filósofo Robert Nozick apresentou o experimento mental da máquina de experiências em seu livro Anarchy, State, and Utopia, de 1974, como argumento contra o hedonismo, a ideia de que o prazer é o único bem em si mesmo.
O experimento pede para imaginar uma máquina capaz de produzir, por estimulação cerebral, qualquer experiência desejada, indistinguível da vivida na realidade, enquanto a pessoa flutua ligada a ela num tanque. A pergunta central é: alguém se conectaria a essa máquina para sempre, trocando a vida real por experiências simuladas perfeitas?
Nozick argumenta que a maioria recusaria, por três razões: queremos realmente fazer certas coisas, não apenas ter a experiência de fazê-las; queremos ser de certo modo — corajosos, gentis, inteligentes —, e alguém flutuando num tanque não é, de fato, nada disso; e queremos contato com uma realidade mais profunda, não apenas com uma construção artificial. Como a maioria recusaria a máquina apesar do prazer garantido, ele conclui que o prazer sozinho não pode ser o valor mais alto da vida humana — um argumento hoje frequentemente citado em debates sobre realidade virtual e experiências digitais.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.