A vida sem exame
Sócrates dizia que uma vida sem exame não vale a pena ser vivida. A canção dramatiza o instante em que o exame chega de repente — e a pessoa não reconhece a própria vida.

Talking Heads · 1981
Acordar no meio da própria vida e perguntar como se chegou até aqui.
Sobre a música
Lançada como single em janeiro de 1981, do álbum Remain in Light, produzido por Brian Eno. A autoria é de David Byrne, Brian Eno, Chris Frantz, Jerry Harrison e Tina Weymouth.
Nasceu de improvisos inspirados no afrobeat de Fela Kuti: a banda gravava jams, isolava os melhores trechos e aprendia a tocá-los em repetição. Byrne se inspirou em pregadores evangélicos para o jeito de cantar.
Segundo Byrne, a canção fala de viver meio adormecido, sem perguntar como se chegou às etapas convencionais da vida — casa, família —, e é sobre o inconsciente e o piloto automático, mais do que uma crítica ao consumo.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos artistas.
Sócrates dizia que uma vida sem exame não vale a pena ser vivida. A canção dramatiza o instante em que o exame chega de repente — e a pessoa não reconhece a própria vida.
A letra
A letra não é reproduzida aqui porque é protegida por direitos autorais. Leia na íntegra e ouça a gravação nos links abaixo — depois, volte e compare com as leituras acima.
Fontes consultadas