“Den lille havfrue” foi publicado em 7 de abril de 1837, em Copenhague, pelo editor C. A. Reitzel, na primeira coletânea de Contos de fadas contados para crianças, de Hans Christian Andersen. É uma história literária, com autor conhecido, e não um conto recolhido da tradição oral.
Andersen se inspirou em Undine, mas rejeitou a ideia de que a alma só se obtém pelo amor romântico. Segundo ele, deixou sua sereia seguir um caminho mais natural e mais divino. Alguns estudiosos leem o conto como uma carta de amor alegórica a Edvard Collin, com base na correspondência do autor à época.
Os estudiosos destacam os temas do amor não correspondido e do sacrifício, do desejo de uma alma imortal, do sofrimento como preço da transformação e da condição de estrangeira, em dois mundos. O final de Andersen é trágico, mas redentor, bem diferente do final feliz do filme da Disney de 1989.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores. Contém spoilers.