Schopenhauer e a vontade que não descansa
Para Schopenhauer, a vontade é uma força cega que nunca descansa: satisfeito um desejo, surge outro no lugar, e a sensação de plenitude dura pouco. Kipchoge já havia tentado romper as duas horas em 2017, no projeto Breaking2, e ficara a 25 segundos; em 2019, conseguiu — mas seguiu correndo maratonas competitivas depois disso, buscando outros resultados. O feito histórico não encerrou a vontade de correr; apenas trocou um alvo por outro, confirmando a intuição schopenhaueriana de que nenhuma conquista, por maior que seja, aquieta de vez o impulso que a produziu.






