Óleo sobre tela do pintor belga René Magritte, de 1929, hoje no Museu de Arte do Condado de Los Angeles, o LACMA. Mostra a imagem de um cachimbo e, logo abaixo, escrita em letra cursiva caprichada, uma frase em francês que nega que aquilo seja um cachimbo. No catálogo do museu, a frase aparece entre parênteses no título completo.
O museu observa que a obra imita o estilo de um anúncio, com a frase servindo de legenda como um slogan, e a descreve como um tratado sobre a impossibilidade de conciliar palavra, imagem e objeto: ela desafia o hábito de tomar a imagem de uma coisa pela própria coisa. É considerada uma obra-chave do surrealismo e um ícone da arte moderna.
Magritte explicou a provocação: ninguém conseguiria encher de fumo aquele cachimbo, porque ele é só uma representação; se tivesse escrito que era um cachimbo, estaria mentindo. Voltou ao tema em outros quadros, como Os Dois Mistérios, e seu uso enigmático de palavras influenciou artistas como Jasper Johns, Roy Lichtenstein e Ed Ruscha.
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