Entre 9 e 15 de março de 2016, em Seul, o programa AlphaGo, desenvolvido pela DeepMind, enfrentou o sul-coreano Lee Sedol, um dos jogadores de Go mais titulados do mundo, em cinco partidas. AlphaGo venceu por 4 a 1, com todas as partidas decididas por desistência de um dos lados.
O Go era considerado um desafio muito maior para a inteligência artificial do que o xadrez, por exigir intuição e um número de posições possíveis imenso demais para força bruta. Antes de 2015, os melhores programas de Go jogavam em nível amador, e especialistas previam que um computador só venceria um profissional de elite dali a uma década — a vitória de AlphaGo chegou bem antes do esperado.
Na segunda partida, AlphaGo jogou um lance, batizado depois de “movimento 37”, que surpreendeu comentaristas profissionais: o jogador Michael Redmond o descreveu como criativo e incomum, do tipo que a maioria dos profissionais não consideraria. Lee Sedol demorou muito para responder. Depois de perder a terceira partida, disse sentir-se impotente diante da capacidade do programa, mas insistiu que a derrota era pessoal, não da humanidade — e comemorou a vitória na quarta partida como uma conquista rara. Em 2019, anunciou sua aposentadoria, citando a ascensão da inteligência artificial no jogo.
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