O termo “doomscrolling” (ou “doomsurfing”) surgiu por volta de 2018, comumente atribuído a um tuíte do usuário Ashik Siddique daquele ano, notado então pela jornalista de finanças Karen Ho. A palavra combina “doom” (perdição, desgraça) com “scrolling” (rolar a tela), seguindo o padrão de termos antigos como “surfar na internet”.
O uso da palavra disparou a partir de março de 2020, com a pandemia de covid-19, e se manteve alto durante os protestos após a morte de George Floyd, a eleição americana de 2020, a invasão do Capitólio em 2021, a invasão da Ucrânia em 2022 e a guerra em Gaza desde 2023. O Dictionary.com a elegeu tendência do mês em agosto de 2020, o Macquarie Dictionary a nomeou palavra do ano, e o Merriam-Webster a incorporou ao dicionário em setembro de 2023.
Uma pesquisa da Morning Consult de 2024 encontrou cerca de 31% dos adultos americanos praticando doomscrolling com regularidade, chegando a 51% entre a geração Z e 46% entre os millennials. Pesquisas citadas relacionam a exposição a notícias negativas a mais ansiedade e tristeza: um estudo encontrou que três minutos de notícias negativas pela manhã tornavam a pessoa 27% mais propensa a relatar um dia ruim seis a oito horas depois, contra 88% de dias bons relatados após notícias com foco em soluções.
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