Auguste Rodin concebeu O Pensador em 1880 como parte de A Porta do Inferno, um grande portal inspirado na Divina Comédia, de Dante. Com cerca de 70 cm, a figura ficaria no alto do portal e se chamava, de início, O Poeta: representava o próprio Dante, inclinado para observar os círculos do Inferno enquanto meditava sobre sua obra.
Exposta sozinha pela primeira vez em 1888, a figura ganhou vida própria. A versão monumental foi apresentada em 1904 e, em 1906, um exemplar foi instalado diante do Panthéon, em Paris, como presente à cidade. Em 1922 ele foi transferido para o Museu Rodin. Outro exemplar está sobre o túmulo do escultor, em Meudon, e há várias outras fundições pelo mundo.
Rodin queria uma figura heroica, na tradição de Michelangelo, que representasse tanto o intelecto quanto a poesia; por isso ela aparece nua. Segundo o Museu Rodin, a pose remete ao Ugolino de Carpeaux e ao Lorenzo de Médici de Michelangelo, e a figura reúne um corpo atormentado, quase de condenado, e um homem livre que quer superar o sofrimento pela poesia.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.