Romance de Machado de Assis publicado em folhetins na Revista Brasileira, de março a dezembro de 1880, e lançado em livro em 1881 pela Tipografia Nacional. É amplamente considerado a obra que inaugurou o Realismo no Brasil. Com tom cáustico e estilo inovador, rompe com a narrativa linear da época e se organiza em 160 capítulos de extensões muito variadas.
O narrador é um “defunto autor”: Brás Cubas escreve suas memórias depois de morto e as dedica, com ironia, ao verme que primeiro roeu seu cadáver. Livre das conveniências dos vivos, conta a própria vida num tom de ironia e desencanto. Ele mesmo informa que morreu de uma pneumonia, contraída enquanto se dedicava à invenção de um emplasto que lhe daria glória.
A crítica aponta entre as influências do livro Laurence Sterne, autor de Tristram Shandy, Xavier de Maistre e o pessimismo de Arthur Schopenhauer. O romance apresenta ainda o Humanitismo, filosofia inventada por Quincas Borba, amigo de infância do narrador, que satiriza o positivismo, o cientificismo e o darwinismo social do século XIX.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores. Contém spoilers.