Prometeu Acorrentado é uma tragédia grega tradicionalmente atribuída a Ésquilo, embora estudiosos modernos considerem essa autoria improvável e situem a peça entre o século V e o início do século IV a.C. A obra mostra o titã Prometeu sendo acorrentado a uma montanha por ordem de Zeus, como castigo por ter roubado o fogo dos deuses e dado aos seres humanos.
Ao longo da peça, Prometeu recebe a visita das Oceânidas, do deus Oceano e de Io, e recusa se curvar à autoridade de Zeus mesmo diante de ameaças cada vez piores, até ser lançado ao Tártaro. A obra retrata Zeus como um tirano recém-instalado no poder e Prometeu como um benfeitor da humanidade que paga um preço alto pelo próprio gesto.
A peça transformou Prometeu, até então uma figura ambígua e um tanto trapaceira nos poemas de Hesíodo, num rebelde íntegro contra a opressão. Essa leitura marcou autores do Romantismo, como Goethe, Byron e Percy Shelley, que viram nele um símbolo de resistência contra toda forma de tirania institucional.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.