Em 1993, o matemático e escritor Vernor Vinge publicou o ensaio “The Coming Technological Singularity”, no qual argumenta que a criação de uma inteligência que supere a humana marcaria o fim da era humana: essa inteligência se aperfeiçoaria continuamente, a velocidades que a mente humana não conseguiria acompanhar nem prever.
Vinge escreveu que ficaria surpreso se isso acontecesse antes de 2005 ou depois de 2030. A ideia retoma uma proposta de 1965 do matemático I.J. Good, para quem uma “máquina ultrainteligente” poderia entrar num ciclo de autoaperfeiçoamento cada vez mais rápido — uma explosão de inteligência que rapidamente deixaria a inteligência humana para trás.
O conceito ganhou grande difusão a partir do livro A Singularidade Está Próxima (2005), de Ray Kurzweil, que projetou o evento para 2045. Desde então, o termo “singularidade tecnológica” passou a nomear tanto previsões otimistas sobre superinteligência quanto debates sobre os riscos de perder o controle sobre sistemas que se tornam mais capazes que seus criadores.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.